Fazer o bem faz bem

ajudarEram 6:43 da manhã, o meu mais novo bebé tinha terminado de mamar e já dormia novamente, o despertador estava para as 7.15, precisava levantar-me e preparar o meu bebé mais velho para a escola. Decidi não tentar dormir mais, apesar de por esta altura ser o que mais me apetece fazer. Peguei no telemóvel para não adormecer e fui ler as 196 mensagens que estavam pendentes no grupo das Miúdas Giras. Tanto que tagarelam estas miúdas!

Nestes primeiros meses após a maternidade, devido ao descontrolo hormonal, ao imenso trabalho físico e psicológico e às noites sem dormir, tendemos a estar um pouco mais deprimidas, com medos e incertezas, pelo que ler as Miúdas Giras me faz bem, faz-me sorrir.

Mas naquela manhã as mensagens não eram para rir, falavam sobre os incêndios em Castelo de Paiva. Escreviam as suas opiniões e indignações e sobretudo escreviam sobre a vontade de ajudar.

Rapidamente decidiram mobilizar-se e, mensagem após mensagem, o que era uma vontade teórica ganhava vida. Encheram um carro e foram, rumo aos que precisavam, foram oferecer o que tinham, foram confortar e perceber do que mais precisavam.

Estavam as miúdas giras longe de imaginar que aquela solidariedade dirigida às vítimas de Castelo de Paiva me ia ajudar a mim também, que ali, na cama, cansada e cheia de incertezas sobre se o mundo a que trouxera o meu bebé seria realmente bom o suficiente e digno de o receber. Tranquilizei-me e voltei a adormecer.

Fazer o bem faz bem, mais além do que possamos imaginar.

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