Ainda sobre o fator emocional

Partilho hoje com vocês outra situação que prova que o modo como comunicamos faz todo a diferença.

Mais uma vez sobre o alojamento, porque de alguma forma, quando estamos fora de casa apreciamos ainda mais que nos façam “sentir em casa”.

O dia tinha começado de forma tranquila e a expectativa e o entusiasmo de viajar até Bilbao eram grandes. Rapidamente uma avaria no carro mudou tudo… mas a “aventura da avaria” fica para um próximo Post. Ficamos logo super chateados, com vontade de desistir, tristes porque íamos perder uma noite de alojamento, enfim… parecia que estas férias estavam estragadas mesmo antes de terem começado.

De repente, um “plim” anunciava a chegada de mais uma mensagem WhatsApp. Acreditem, este toque repete-se inúmeras vezes ao longo do dia, às vezes de noite, no grupo das Miúdas Giras!!! A mensagem desta vez não era delas, era de um tal Jon. Tenho que confessar que naquele momento estive quase para apagar a mensagem por pensar que se tratava de mais alguém que eu não conheço absolutamente de lado nenhum e não me apetece aturar, mas que por “mérito” das novas tecnologias conseguiu chegar ao meu número de telefone!!!

A mensagem estava em inglês e perguntava a que horas chegaríamos. Achei estranho e no meio do stress da avaria, a primeira coisa que me ocorreu foi apagar a mensagem. Refleti uns segundos … Jon??  será o nosso anfitrião da casa de Bilbao? Já nos tínhamos comunicado por email e pelo site de reservas (mais uma vez o Airbnb), estava tudo combinado mas ele decidiu contactar-me para se certificar de que não haveria contratempos (parece que adivinhava)! Imaginando que já estaríamos em viagem, tinha optado por usar o telefone.

Até aqui, nada de novo. A diferença foi que  a partir do momento em que eu lhe disse que tínhamos tido uma avaria no carro e que não sabia a que horas chegaríamos, o Jon mostrou-se preocupado e foi-nos acompanhando ao longo de todo o processo – excedendo em muito as suas obrigações! Deixamos de escrever em inglês e mudamos para o espanhol, pela proximidade das línguas parecia a escolha mais lógica! Foi divertido, aprendi expressões novas e desenferrujei o meu castelhano. A partir daquele momento ele tornou-se mais um amigo a quem íamos contando o desenrolar dos acontecimentos. Acabamos por chegar apenas no dia seguinte ao que tinha sido combinado, quase que desistíamos de ir mas o Jon foi-nos incentivando e apoiando. Não tinha necessidade de o fazer mas o facto é que o fez durante toda a nossa estadia em Bilbao, com perguntas, com sugestões e sempre com uma palavra amiga.

O apartamento era fantástico, decorado com muito bom gosto e embora nunca tivéssemos chegado a ver o Jon, acabamos por estar muito “próximos”. Certamente que quando voltarmos a Bilbao, em vez de procurarmos outra casa, vamos voltar a ficar “en su pisoBilbao by the Sea .

Não quer dizer que não exista mais oferta, da mesma qualidade e ao mesmo preço, mas a ligação que se criou vai fazer com que nós nem pensemos em procurar outro sítio.

Em resumo, é fácil criar laços, chegar às pessoas de forma diferente, “imprimir” um pouco de nós em tudo o que fazemos, é transversal a todas as áreas da nossa vida e o resultado brutal!

Experimentem, vão ver que faz sentido!

Até breve…

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