Too Short

Hoje passei por um momento muito triste, muito pesado, algo que só nos pode deixar sem palavras e abalados. Alguém que conheço, perdeu alguém que NUNCA deveria ter perdido, NUNCA! E isto aconteceu a esta pessoa, já aconteceu a pessoas que me rodeiam e acontece todos os dias neste mundo. Há pessoas que nunca se deviam “perder”, fazem parte de nós.

Mas não é deste momento que vos quero falar, é a vida que quero enaltecer. Quero falar-vos de um iman que está no meu frigorifico e para o qual olhei demoradamente quando cheguei a casa. Diz “Smile, because life is too short to be unhappy”.

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A vida é curta e tem de ser vivida… e temos de a viver bem enquanto temos essa possibilidade, enquanto não nos retiram “pedaços de vida” e enquanto nos podemos considerar pessoas com “potencial” de felicidade.

Aproveitem! Não façam um drama do trabalho que está por fazer, da briga que tiveram com o colega de trabalho, das pessoas que insistem em “provocar”, da loiça que está por lavar, da roupa que está por passar, do “adoro-te” que esperavam e não veio, da prenda que se esqueceram de vos dar, daquilo que não puderam comprar, dos quilos a mais que insistem em ficar, do amor que não conseguiram conquistar, da crítica que tiveram de ouvir…

Temos uma tendência para levar tudo demasiado a sério, para não relativizar o que deve ser relativizado, para não esquecer o que deve ser rapidamente esquecido, para valorizar quem não merece ser valorizado. E esquecemo-nos de nós, do que nos faz felizes… do que realmente importa e nos pode trazer tranquilidade e equilíbrio.

Acho que a maturidade (nem sempre a idade) nos dá esta capacidade de relativizar, de não dramatizar e de perceber o que é de facto essencial… mas a maturidade chega muito devagarinho… e por vezes, nunca chega de verdade!

2 comments

  1. Temos um cliente cá na empresa que sempre que “exageramos” ele diz: – Problema tem quem esta dentro de um helicóptero, a ser bombardeado no meio do Vietname!
    Automaticamente, relativizamos sempre o nosso “problema”. É uma boa técnica.
    Na verdade, preferia estar no Vietname em guerra, que perder alguém que nunca se perde…
    Obrigada por me teres lembrado que não tenho problemas.
    Beijo da Cinderela

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