Espaço para o amor

As Miúdas Giras adoram partilhar e admiram outras experiências de vida. Foi neste espírito de partilha que decidimos criar uma rubrica mensal de miúda/o gira/o convidada/o, tornando o nosso blog mais rico e variado.

A nossa convidada deste mês é Maria João Lambertini

“13 incríveis mulheres, únicas e com poderes diferentes – muitos parabéns Miúdas Giras 🙂

Antes de mais, muito grata a todas pela oportunidade de escrever no vosso blogue. Para quem ainda não me conhece, sou uma das autoras do blogue Amor em Teoria, e uma apaixonada pelo comportamento humano, nos mais diversos contextos, sendo um deles e com maior foco: o amor romântico.
Quando recebi o convite para partilhar algo nas Miúdas Giras, comecei por pensar que tipo de artigo poderia fazer sentido, questionando-me, questionando outros, até que, simplesmente, decidi “entregar” e confiar. Quando coloquei a mão no coração duas palavras surgiram: confiança e generosidade. Não sou mãe, mas sou filha, amiga, irmã, colega e conhecida de muitas mães na minha vida, como todas as Miúdas Giras que fazem parte deste blogue. Por isso mesmo e partilhando da experiência alheia, creio ter chegado um bom tema para trazer para este fórum. 🙂
Depois de explorar diferentes abordagens, surgiu o “Espaço para o Amor”. Que vos possa ser útil.”
Maria João Lambertini

Espaço para o amor

Quando pensas em espaço para o amor, pensas em quê? Num espaço físico, romântico e bem decorado? Talvez com um ou outro apontamento de sensualidade? 🙂 Sim, poderia ser isso… No entanto, do que venho aqui falar hoje é de outro tipo de espaço.

Quando penso neste espaço de amor penso essencialmente num espaço que encontramos em nós próprias. Primeiro para nós e depois para os outros. Já está a ressoar diferente no teu coração? 🙂

Vamos por partes.
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1. Primeiro tu.


Qual o tempo que dedicas a ti mesma para te cuidares? Que momentos encontras para recuperar a tua energia? Em que momentos te sentes verdadeiramente alinhada contigo própria? Quem são as pessoas que te ajudam a encher o teu “balde de felicidade”? Em que atividades colocas a melhor versão de ti mesma ao teu próprio serviço, por te fazer genuinamente bem? Qual é o teu poder? 🙂 E por último, e não menos importante, com que regularidade exploras cada uma das respostas que deste acima? 🙂 Sim, eu sei que vivemos num mundo cada vez mais rápido, em que os inúmeros papéis que ocupamos (de filhas, esposas, mães, amantes, profissionais, netas, irmãs e muitos outros) podem fazer-nos distanciar da nossa verdadeira essência. A nossa vida gira a uma velocidade que, por vezes, nos leva a esquecer de nos colocar também a nós no centro da equação, quando procuramos dar resposta e satisfazer as necessidades dos que nos são mais próximos. E é tão fácil isto acontecer… também sentes?

Hoje vamos focar essencialmente no nosso espaço de amor associada ao nosso relacionamento amoroso (se existe) e/ou com os nossos filhos.

Se puderes pára por um bocadinho, fecha os olhos e faz umas boas 10 respirações profundas, antes de continuares a  ler este texto.

Bem-vinda de volta. 😀 Agarra uma caneta ou um lápis e um caderno (ou deixa a tua mente fluir, simplesmente) e responde às próximas questões da forma mais livre e espontânea que conseguires, sem filtros. Serão respostas só tuas, para ti. ❤
.  Quem era eu, antes de assumir todos estes papéis?
. O que me movia, me punha em movimento e me fazia levantar da cama com um sorriso?
. Quão perto estou hoje dessa pessoa que já fui e de quem gostava tanto?

Algumas de nós provavelmente vão sentir um sorriso rasgado percebendo que a vida que têm é exactamente a que desejariam ter. Uma ou outra poderá sentir que  alguma coisa se perdeu pelo caminho. Respira fundo. Está tudo bem. Tomar consciência disso é o melhor caminho para fazer algo acontecer. 🙂

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2. Agora os outros. 🙂


Para que possas dar amor aos outros, é preciso primeiro nutri-lo por ti própria. O que me tenho apercebido ao longo da vida, quer na minha própria experiência quer na dos outros, é que o espaço de amor que criamos com o outro (numa perspectiva romântica, maternal ou outra) é exponencialmente mais positiva quão mais bonito e cuidado mantivermos o nosso “espaço próprio”.

Como podemos cuidar dele?

Escuta as tuas necessidades. Do teu corpo, das tuas emoções, da tua mente. Escuta-as como se escutasses a tua melhor amiga, com atenção e sem julgamento.

Sê gentil contigo própria. Há momentos em que o teu comportamento com os teus filhos, marido, namorado, mãe, colegas, não foi exactamente aquele que desejavas, por te sentires “louca” com tanto para fazer… Acontece. És humana. Dá-te uma palavra de conforto e aproveita para pensar o que queres fazer de diferente no futuro, quando algo semelhante voltar a acontecer.
Intenciona. Acorda 10′ mais cedo, se necessário, antes do frenesim matinal e coloca toda a atenção no dia que desejas ter: tranquilo, focado, enérgico (o que necessitares) e imagina que está a acontecer.
Sê grata. Deita-te 10′ mais tarde, aproveita aquele bocadinho depois de deitar confortavelmente as crianças para dormir e pensa nos motivos que te fizeram sentir grata no teu dia. Às vezes basta um e pode ser mesmo singelo, como ter arrancado o sorriso a alguém que sentiste estar mesmo necessitado. Tenta ir para além das coisas óbvias da tua vida – uma diferente a cada dia. Vais ficar surpreendida com tantos motivos que nos fazem sentir gratidão. 🙂
. Cuida-te. O que quer que isto signifique para ti. Pode ser ir ao yoga, ao ginásio, ao cross fit, correr, caminhar, andar de bicicleta, cozinhar e / ou comer aquela comida mesmo saudável e deliciosa, ir ao cabeleireiro, maquilhares-te, estudar, dançar. O que for que te faça sentir que estás a cuidar do teu corpo, coração e mente 🙂 Ainda que seja apenas uma coisa – faz.
. Mima-te. Seja com uma massagem, um doce ou um prato especial, uma saída romântica a dois, uma saída divertida com as amigas, um momento de contemplação à beira mar ou no monte. O que te fizer sentir mimada. Nem que seja aceitar o mimo alheio, sem ter sempre a necessidade de o dar em vez de o receber.
O que quer que faças no espaço de amor, lembra-te que para nele caberem todos os que tu desejas, cuidares dele como teu, onde sobretudo tu o conheces e alimentas, é o melhor caminho. 🙂
Que nesse espaço sejas muito feliz.
Maria João Lambertini, co-autora do blogue Amor em Teoria

5 comments

  1. Em primeiro lugar muito obrigada por aceitar o convite e, dessa forma, enriquecer o nosso blogue com um post tão bonito e inspirador!
    A verdade é que me revejo em muito do que foi dito e estou a tentar por em prática algumas preciosas sugestões!
    Realmente temos que primeiro nos amar para também poder dar todo o nosso amor a quem o merece! E para tal temos que estar de bem connosco próprias……
    Um bem haja ao Amor em todas as suas formas de ser!

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