Prelúdio sobre as origens

Saio desta vez da minha zona de conforto, pois já me sentia desconfortável.

Estava a precisar de me sentir inspirada, de sentir conexão entre alguns dos tantos pontos internos que me ligam ao mundo.

Encontrei essa inspiração na leitura de um livro sincero.

Nada como um bom livro para ponderar sobre as nossas forças e fragilidades e ponderar, quem sabe com sorte, sobre as nossas origens.

…sobre as nossas origens ou a poesia de nos expormos, poderia ser o titulo deste artigo.

Terminei a leitura de “Meia-noite ou o Princípio do mundo”, de Richard Zimler .

Recomendado pelo meu pai, o maior comilão de livros que alguma vez conheci, com aquela sabedoria que só os pais adivinham, mesmo antes de nós.

Este é o prelúdio do que espero ser uma caminhada na exploração de parte das minhas origens.

Desde pequena que me recordo de duas sensações fortes: vontade de viajar e um sentido de justiça muito apurado.

Mal comecei a escrever, com todos os erros a que tinha direito, escrevi na contracapa de um livro:

“Mamã e papá eu quero ir para ingelegaterra e para o brasiu”. Foi em parte premonitório.

Ao longo da vida fui fazendo voluntariado e dando vazão, como podia, a esse sentido de justiça.

Ao que parece a minha vida foi sendo construida à volta destes pilares.

Do Minho para a Capital, de Lisboa para Espanha, de Espanha para Inglaterra, de Inglaterra para Benelux, e nos entretantos várias viagens pela Europa, Norte América, Ásia, e astroasia. Algumas viagens em trabalho outras em lazer.

A maior e mais importante viagem: ser Mãe.

Vivo agora na zona da Praia da Aguda, distrito do Porto, pela qual me apaixonei.

Nunca senti grande conexão com o Porto, cidade.

Diz-se que se estranha e depois entranha…levo quase 10 anos a estranhar.

Onde vivo não é o Porto… é outra coisa. E desta coisa que tanto gosto, costumo circular para o Minho ou para o Mundo.

De vez em quando lá tenho que ir ao Porto, lá me chama o Porto. E gosto, mas estranho.

O livro do Richard Zimler, deu-me a oportunidade de começar a entender a minha relação com o Porto, e, foi mais longe, como as suas e as minhas origens estão conectadas e esta minha relação com o mundo.

Deu-me muito que pensar sobre a grande influência da cultura inglesa no Porto, sobre as nossas origens Judaicas e claro, Negras.

O presente une-se ao passado e ao futuro.

Do passado, as minhas origens são variadas: Galegas, Minhotas, Germânicas, Holandesas, Brasileiras indígenas, e fortes raízes no Porto.

Familiares fundadores do edifício da bolsa de valores do Porto, do Jornal de notícias, médicos, comerciantes, joalheiros.

Decidi explorar esta que penso ser uma parcial origem Judaica que tanta curiosidade me provoca, que tantos laços com outras culturas, outros países outras vidas tem, tal como eu!

E esta, é a que considero ser a minha relação do Porto e a sua ponte com o mundo.

 

 

Tenho programada uma visita à Sinagoga do Porto e à Sinagoga Portuguesa na Antuérpia.

Segue-se a escrita de uma carta ao autor Richard Zimmler, com um pedido de aconselhamento sobre investigação de origens Judaicas no Porto, uma vez que ele é especialista e pode, eventualmente, orientar-me nesse sentido. Se não tiver mais nada com que se ocupar claro.

Não sei o que procuro ao certo nem o que vou encontrar, mas sinto-me extremamente curiosa e motivada!

Até já!

Elena

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