Preconceito é Feio!

Tinha eu uns 14 ou 15 anos quando a conheci, ela já teria uns 17. Já a conhecia antes de a conhecer, falaram-me dela. Não foi coisa boa. Foi coisa má.

Falaram-me dela, mas ninguém me falou que era magra, alta, que tinha um corte de cabelo arrojado, uma presença forte e que vestia roupa in vogue, que era divertida e social, e que todos lhe falavam. Ela é que não falava com todos (feitiozinho que tem até hoje).

Fixei-me no que via, e no que sentia. Ignorei o que ouvi.

Admirei a forma como caminhava, confiante, de cabeça erguida a olhar o horizonte, bem equilibrada em cima dos seus botins pretos bicudos de tacão agulha. Não era uma miúda normal de 17 anos realmente, mas a mim fascinou-me.

Ignorei o que todos me disseram, porque sou boa no que toca a quebrar preconceitos, e quando já nem sei, estávamos de conversa. Ela não me deu muita “bola” e eu não fiquei nem aí para isso.

– Cuidado com as companhias. Ouvia.

Os dias foram passando e fomo-nos tornando amigas, os anos foram passando e fomos ensinando e aprendendo juntas a amizade. Vivemo-la de forma prazerosa, fomos abençoadas por ela, lutamos por ela.

Hoje, já se passaram uns 20 anos, e aos conselheiros de outros tempos citaria George Eliot;

” Abençoado quem se abstém de falar, nos poupando da evidência de que não tem nada a dizer”

Que bom que não fui preconceituosa, que quis ver para crer. A vida compensou-me, com uma Amiga.

amigas trilho

Histórias da Cinderela

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